Thoughts Silly blog Girl's crap Friendship Award stuff

  puppet girl
  Segundo o carbono quatorze, data de 30 de julho de 2006, fruto da falta de fazer e excesso de idéias dentro daquela que o escreve, usando-o como vitrine de idéias e criatividade. Já está em sua 9ª versão. “A mix of style, attitude and opinion”. L.P. editou o layout e colocou essa frase em cima do nome do blog sem saber a mocinha dona do blog gostaria tanto dela e usaria como nome da versão. Layout feito no Photoshop com grande ajuda do Fireworks e se quiser apreciá-lo da maneira como se deve, mude já para o I.E. e a definição de tela para 1024x768. ;D
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  ana, ...
... apenas isso. É um ser humano muito difícil de entender. Já aos quinze anos é cheia de complexos e traumas, incluido o trauma do Carolina que teima em acompanhar o seu primeiro nome desde 16/04/92. Mata quem chama de Carol. É extremamente de lua, o que faz com que seu gosto ou seu temperamento mude de uma hora para outra. Se ela for com a sua cara, terá uma amiga leal e amável, se não, pode contar com a sua impaciência e irritabilidade. Se sente sufocada com muitas perguntas e é alérgica a cobranças, sol, calor e poeira. Chora tão facilmente quanto sua no sol. Gosta de livros, mangás, Epica entre outras bandas que quase ninguém que conhece gosta de ouvir. Tem certeza de que nasceu no país errado. Escritora ou Designer Industrial (quem sabe os dois?)? Não consegue calar a boca, nem parar de digitar. :x

  puppets

  <3
 Bishoujo Senshi Sailor Moon Fan   Lost Templates
+?
  rotation

  Finito
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Enter~

  ana Quinta-feira, Dezembro 27, 2007 7:26 PM.
  • ? - Capítulo 01

  • Era mais uma daquelas manhãs nubladas e enevoadas que eu adoro. Parecia ser o início de um dia tranqüilo em casa, só com uma breve passada na escola pra pegar o boletim, antes do início das tão esperadas férias de inverno, seguida pelos meus feriados favoritos. Estava animada com as férias. Animada mesmo, sabe? Precisava delas urgentemente, ainda mais depois do péssimo semestre que graças a Deus estava preste a acabar. Quer dizer, é difícil passar um semestre inteiro onde as pessoas olham pra você torto, com exceção de dois amigos feitos a muito custo quando você entra no colégio depois das aulas terem começado a mais ou menos um mês. Ainda mais quando você já passou por três escolas nos dois anos anteriores graças a expulsões.
    Quer dizer, que culpa eu tinha? Aquela garota da Saint Jude Preparatory School For Lady’s praticamente me pediu pra quebrar o nariz dela quando ela me chamou de “vaca sapatão”. Depois também teve aquele pequeno incidente no laboratório de Química do Saint Mary Academy. Quer dizer, até parece que a culpa é minha! Como é que eu ia saber que tinha nitroglicerina na porcaria daquele vidro? Ai eu tive que mudar pra Blackwood Girl’s High School por que fui expulsa do colégio anterior por causa disso, da qual eu fui expulsa no início do segundo ano do Ensino Médio por ter desacatado a diretora. Ok, ok, nesse caso eu admito estar errada. Talvez eu não devesse mesmo ter chamado a diretora de velha enrugada e mal amada depois de ter sugerido que ela fizesse umas plásticas pra consertar a cara toda, depois de suspender os peitos e tirar aquela verruga horrorosa e cabeluda da mão. E talvez devesse ter falado aquilo bem mais baixo de modo que só a Samantha fosse escutar, e não a turma toda, e a diretora, e a professora. Então eu tive que mudar pra Exelcius High School, única escola particular da cidade que ainda me aceitaria depois de todas essas “pequenas ocorrências”, como disse o diretor Phinley, ainda mais depois de um mês que o ano letivo havia começado.
    O fato é que quando eu entrei naquela sala de aula, recebi milhares de olhares do tipo: “Quem é essa garota e o que ela está fazendo aqui?” E as coisas pioraram pra mim quando durante a aula de religião quando eu fui a única que não rezou Ave Maria. Eu já mencionei que a Exelcius é uma escola católica? E, diga-se de passagem, bem católica, como eu pude perceber assim que olhei pro diretor Phinley, mais especialmente pro enorme crucifixo de ouro pendurado no pescoço dele assim que entrei na sala da diretoria por conta do “acontecido”. Ai eu tive de ouvir um sermão gigantesco sobre como eu não deveria ter desrespeitado a religião alheia ao não só me recusar a rezar junto com a turma como a freira-professora havia pedido, mas também ao ter feito cara feia pra estátua.

    - Acontece, senhorita Webb, que intolerância religiosa é algo imperdoável nesta escola. Independente de qual é o credo do aluno, ele deve ser respeitado.
    - Mas, senhor Phinley...
    - É diretor Phinley, mocinha. – disse ele me cortando bruscamente.
    - Está certo, diretor Phinley. Acontece que eu sou protestante, e na minha religião, nós não rezamos para estátuas.
    - São imagens, minha cara, não estátuas. E o fato não justifica a cara feia que a senhorita fez para a santa.
    - Eu não fiz cara feia!
    - Então acho que a irmã Werker viu demais, não é?
    - Escute aqui, diretor Phinley, eu já me expliquei não expliquei? Agora posso voltar pra sala?
    -Não. Eu ainda não terminei com você. – Disse com a cara mais pedante do mundo, enquanto piscava freneticamente, coisa que ele já havia feito várias vezes durante o período que eu estava dentro da sua sala. – Escute, senhorita Webb, dei uma boa olhada no seu histórico escolar e posso dizer que a situação não está muito boa. “Pequenas” ocorrências semelhantes a esta já lhe custaram três expulsões escolares, e agradeça aos Céus por existir esse colégio nessa cidade, ou a senhorita estaria estudando numa escola pública. A senhorita esta numa situação crítica, e por isso espero que respeite as normas da escola, porque se sair isso assim da linha, a senhorita está fora dessa escola. Agora volte pra sala e pense no que fez.

    Deixa eu me explicar: não é que eu estivesse fazendo cara feia pra santa, eu estava fazendo cara feia simplesmente porque eu não tinha como rezar. Quer dizer, eu nem sei rezar uma Ave Maria, e mesmo se soubesse, não rezaria. Como é que ele espera que eu reze para uma coisa que não acredito? E desrespeitar a minha religião!
    Agora lá estava eu, me dirigindo de volta aquele colégio, antes de me ver livre dele por um mês inteirinho, depois de ter sido sacudida pela mamãe, praticamente mergulhado dentro do guarda roupas pra achar qualquer coisa pra vestir e ter comido três panquecas praticamente de uma vez só.
    Pra variar, cheguei atrasada na escola e recebi uma bronca do Steve, coordenador de turno, que pra minha sorte, ia com a minha cara, porque senão já teria me encaminhado para sala do diretor depois do quinto atraso, ainda na primeira semana de aula. Hei, a culpa é minha se eu tenho sono pesado e é difícil acordar?
    Subi as escadas e me juntei ao amontoado de gente que esperava na frente da diretoria gritando aos berros. Para um colégio elitista, Exelcius aceita todo tipo de tribo. Tinha um garoto com cabelo mais comprido que o meu, outro com um moicano espetado, um terceiro garoto sem cabelo nenhum com lápis preto nos olhos que mais parecia um skinhead do que qualquer outra coisa, uma garota usando dreadlocks acompanhada do que parecia ser seu namorado, que usava trancinhas pela cabeça toda.
    - Silêncio! – Disse a dona gorda da diretoria cujo nome eu ainda não sei. – Quando eu chamar seus nomes, venham à frente pegar os boletins. – Dizendo isso, pigarreou como quem quer chamar a atenção e começou a recitar a enorme lista de alunos cujos boletins a diretoria tinha emitido com algum engano...
    ... e é incrível a incompetência da diretoria! Se passaram uns 20 ou 30 minutos desde que eu tinha chegado – atrasada – e ela ainda estava na letra D! Fala sério, como é humanamente possível cometer erros em tantos boletins? Sim, porque, por incrível que pareça, mais da metade da escola recebeu um boletim com problemas que o colégio teve que consertar. Existem certos momentos em que eu desejo muito que meu nome começasse com a letra “A”. Por que ao invés de Megan, eu não podia simplesmente me chamar Aalena? Não estou inventando, esse nome existe mesmo. Tinha uma garota no meu colégio anterior – ou seria no anterior ao anterior? – que se chamava Aalena e era sempre a primeira a ser chamada em tudo. Aliás, por que eu me chamo Megan, mesmo? Ah, sim, o tal sonho que a minha mãe teve. É sério, às vezes eu queria que a minha mãe acreditasse menos nesse tipo de coisa.
    - Megan Webb! – Disse a mulher gorda balançando os braços e fazendo toda a pelanca pendurada em seu braço parecer geléia.
    Peguei o boletim e me lembrei porque mesmo com todas as expulsões escolares, meus pais continuam falando comigo. Não há uma nota abaixo de nove em meu boletim, o que massageia bastante meu ego. Eu posso até ser uma delinqüente juvenil, mas sou a mais esperta de todas. Ou a mais sortuda.
    No meu caminho de volta para casa, paro na Marty’s a única loja de doces artesanal, e provavelmente a única, o que é bastante impressionante para uma cidade como Blackwood, onde o primeiro shopping center foi construído quando eu tinha mais ou menos seis anos. Todo esse atraso comercial é atribuído a má fama do lugar, adquirido graças há anos e anos de lendas assustadoras. Dizem que existe uma organização secreta de magos nessa cidade, o que eu duvido muito. Quer dizer, se realmente houvesse magos nesta cidade, você não acha que eles já não teriam trazido algumas industrias pra cá? Afinal, quem ia querer morar numa cidadezinha atrazada como essa onde o Starbucks só chegou ano passado?
    Não me apresso em chegar em casa. O dia está bonito demais pra ser desperdiçado. Para maioria das pessoas, um dia em que faz um grau e o céu está absolutamente coberto por nuvens cinzentas não é exatamente um dia perfeito, mas não pra mim. Eu sou a pessoa mais ao contrário que possa parecer. Quando está sol, eu faço o máximo possível pra ficar dentro de casa, jogada na cama com o ar refrigerado ligado comendo sorvete de doce de leite.
    O dia está tranqüilo, e na rua não se vê viva alma, talvez por causa do frio, talvez por ser manhã de sábado e a maioria das pessoas estar em casa, enfiadas debaixo das cobertas dormindo ou curtindo a ressaca de sexta-feira. O céu está cinza, as calçadas levemente molhadas e as árvores nuas, anunciando a neve branca que em breve cobrirá as ruas. Passeio por entre um boulevard deserto, cercado por belas casas de construção antiga e arvores sem uma folha sequer. No fim desta rua, encontra-se a minha casa, uma simpática casinha em estilo alemão colonial, que só Deus sabe dizer como foi parar aqui, numa cidade Britânica. Segundo meu pai, os antigos moradores foram um casal de alemães ricos que se mudaram pra cá antes da segunda guerra, que construíram-na, mas que voltaram pra Alemanha depois da queda do muro de Berlim.
    Adentro os portões da casa e passo pelo jardim morto, pra infelicidade da minha mãe. Talvez dessa vez ela perceba que botânica definitivamente não é o forte dela, e que se ela quer criar coisas belas, é melhor continuar na pintura, que é onde ela tem vem se sucedendo bem há anos. Subo os degraus de granito e abro a porta de carvalho. Destrancada, como sempre. Mamãe devia se preocupar mais com a segurança do nosso lar, ainda mais quando papai está fora a trabalho, mas segundo ela, não devemos nos preocupar, pois a violência urbana parece ainda não ter chegado nessa cidade.
    Entro no hall que dá para a sala de estar e encontro mamãe sentada no sofá debruçada sobre as próprias pernas com a cabeça entre os joelhos. Vejo que alguma coisa está bem errada, já que ela só faz isso quando está profundamente irritada, ou estressada. Finalmente ela repara que eu estou ali, fitando-a aflita e me perguntando o que pode estar errado e levanta a cabeça, erguendo seus olhos azuis, mas sem o brilho de sempre. Seu rosto está inchado e manchado de lágrimas. Agora eu tenho certeza de que alguma coisa está muito errada.
    - Meg, aconteceu uma coisa... – mas antes que eu possa me preparar para a notícia que com certeza não seria nada boa, ela dispara – o vovô morreu.


    Oh Me, Oh My - Imogen Heap

      ana Segunda-feira, Dezembro 17, 2007 12:12 AM.
  • CCAA Lessons

  • "3. What do you think about people that give up too easity? Have you ever done that?
    - People use to say that brazilian people never give up. Well, in my case that's not true. Since I'm brazilian (unfortunately), I was supposet to never give up, but I normaly quit very easely. You see, I don't have a lot of patience, so instead of insisting on something that will get me angry if I don't make it, I quit afte my first try."


    "Ana, você vai continuar a escrever em inglês?"
    "Sim, o quanto eu quizer. Sinto muito quem não conseguir ler, a vida é cruel. :)"


    Beyond Belief- Epica

  • Musica pop: vendendo música ou imagem?

  •   Assisti o Victoria’s Secret Fashion Show na sexta. Fiquei fascinada com todas aquelas modelos magras e lingeries que cabiam perfeitamente nelas como luvas. Quase parecia que os peitos delas eram tão firmes que os sutiãs não estavam lá pra sustentar, e sim simplesmente enfeitando, como um brinco ou uma pulseira. Mas não vamos criticá-las, ok? Elas merecem elogios, afinal, coitadinhas, elas fazem um esforço desgraçado pra comer só matinho pra manter aqueles corpinhos magrinhos. Não é todo mundo que consegue, não é? Hei, eu não só carrasca, tá bom? Afinal, eu já estive em uma loja VS, sabiam? E só não saí de lá com um legitimo “soutien” Victoria’s Secret, porque o meu número vive em falta em tudo quanto é loja. (Lê-se: meu número é tão grande que só marca que fabrica sutiã pra vovó tem, mas abafa o caso.) Mas o foco do texto não é a magreza das modelos, nem o fato de que a Victoria’s Secret vender o relacionamento Seal-Heidi Klum tão descaradamente. Acontece que no meio do desfile, houve um show. E de quem foi o show? Das Spice Girls! Depois de assisti-lo, fiquei pensando umas coisas, sabe? Tipo, porquê depois de passar meses com o look loira-platinada a Victoria resolveu voltar ao bom e velho castanho? Com certeza não foi o custo de manutenção da tintura. E porquê a Geri depois de passar tantos anos loira resolveu dar uma “arruivada” no cabelo? Só pra relembrar os bons tempos que passou com o cabelo ruivo? Hm... acho que não.

      O fato é que quando você passa a gostar de um grupo/banda pop, você fatalmente está comprando um estereotipo. Nas Spice Girls, ele é fácil de ver: Mel C é a esportiva, Mel B é a “louca”, Geri é a sexy, Emma é a fofinha e Victoria é a chic. E é baseado nesse estereotipo que os grupos pop fazem música. As letras, as coreografias, as roupas, os cenários dos shows, os videoclipes, a arte dos álbuns, tudo coeso com a imagem projetada pra cada integrante do grupo. Ou às vezes pro grupo todo: vide Pussycat Dolls, onde a marca delas é a sensualidade (vulgaridade?) e tuuuuudo que vem delas se baseia nisso. E a imagem do grupo também pode mudar, pra demonstrar as “fazes” que os artistas estão vivendo. Por exemplo, nesse momento (digo nesse momento, porque daqui a um ou dois CDs a coisa pode estar diferente) Avril Lavigne está na sua faze de “amadurecimento”, se “tornando mais mulher” (Lê-se: estou me tornando mais comercial, tentando ser sexy.), Kelly Clarkson ficou toda rock’n’roll style e as Spice estão num momento “sexy-amadurecido” (Lê-se: estamos mais velhas sim, mas ainda somos gatinhas.). Daí podemos concluir que: quando uma imagem cansa, outra é criada pra substituir, na esperança de que essa venda ainda mais que a anterior.

      Entretanto, entendam que eu não estou fazendo tanta crítica por amargura, nem partam do pré-suposto de que eu odeio o mundo pop e é por isso que estou sendo malvada nem muito menos que eu estou dizendo que todo mundo é suscetível e bocó e que só compra CDs porque gosta das roupas ou do estilinho de determinado cantor. É verdade que eu não sou a maior fã do mundo pop e eu a-m-o criticar “princesinhas” pop que raspam a cabeça e atacam paparazzi com guarda-chuvas, mas hei, eu não sou totalmente fechada ao pop. Eu gosto das Spice. ;D E de mais um monte de gente. Mas é verdade que se nem todo mundo compra CD pop por causa da imagem do cantor, 60% faz inconscientemente. Mas o que fazer? É disso que as massas gostam, é disso que as massas precisam. Ninguém todo mundo acha Floor Jansen a melhor cantora do mundo, infelizmente. (Brincadeirinha.) O fato é que eu não espero que todo mundo ao ler o meu post saia queimando os seus CDs de Backstreet Boys, Britney Spears, Pussycat Dolls e afins, até porque eu tenho consciência que pouca gente vai acabar lendo isso aqui e que com certeza é pouco provável que essa minoria goste exclusivamente disso e que esteja disposto a quimar um CD que provavelmente custou mais de 30 reais na época da compra, mas sim que pelo menos alguém dessa minoria pare e pense: “Putz, até que ela pode estar falando alguma coisa certa.” (Reparem no “pode”) e que quem leia acabe refletindo sobre isso.

      Por fim, agradecemos a sua audiência e a sua paciência! Brincadeira. Mas de fato, obrigada por ter tido o saco de ler tudo até aqui. Prometo que agora eu calo a boca (ou seguro os dedos?).

      Fim

    London Beckoned Songs About Money Written By Machines - Panic! At The Disco

      ana Domingo, Setembro 02, 2007 7:36 PM.
    A menina que não sabia estudar

    Viu as bexigas coloridas enquanto descia para o pátio, onde o caos reinava e a gritaria era generalizada. O terceiro ano se despedia da escola entre apitos, gritos e melancolia, como era de praxe.

    Todos os anos via o terceiro ano se despedir no colégio onde estudava, cumprindo-se assim um ciclo, que para ela estava longe de se cumprir, mas ainda assim servia de aviso, como uma boa nova para o seu coração de que ao menos o seu ano escolar estava acabando, de que havia completado pelo menos aquela série. As temidas provas finais eram uma realidade distante, e por isso a passagem de ano não era uma época preocupante para ela, e sim uma época de alegria, quando tinha certeza de que só lhe restava fazer mais algumas provas, sem precisar de muita nota, pra voltar no colégio só no ano seguinte, para uma nova série.

    Mas esse ano era diferente. Não pressentiu a chegada do fim do ano, permaneceu indiferente, como se aquele momento nada indicasse, como se não fosse um prelúdio do fim do ano escolar, mas sim apenas mais uma das macaquices que os futuros formando estavam aprontando ao longo do ano. Só se deu conta da realidade quando o professor de Biologia fez seu discurso, ao final da sua aula no dia seguinte. Pela primeira vez na decisiva ultima semana de aula, sentiu medo do fim. Nunca em sua vida havia chegado ao fim do ano em uma situação tão difícil. Ao apagar das luzes, deu-se conta dos problemas que havia acumulado. As matérias complicadas e extensas e a matemática que definitivamente não era um de seus fortes nunca pareceram tão gigantescos e assustadores. Dos inofensivos e transponiveis monstrinhos que pareciam ser no inicio do ano, Matemática, Física, Química e Biologia se tornaram terríveis e gigantescos monstros alados cuspindo fogo, com chifres, presas e intensos, penetrantes, cruéis e acusadores olhos vermelhos. Estava numa situação complicada pela qual jamais pensou que poderia passar e parecia que a cada segundo ficava mais encurralada, ponderando percebeu que talvez esse tenha sido seu maior erro. Talvez, se não tivesse se considerado tão onipotente, tivesse estudado mais e não teria chegado ao ponto em que chegou. Se ao menos não tivesse se acostumado e aos pais mal com as boas notas e a facilidade para passar de ano, não teria menosprezado o primeiro ano do ensino médio e teria estudado direito. Agora precisava estudar tudo o que deveria ter estudado desde o início do ano se quisesse passar de ano direto e não havia ninguém pra ajudá-la, nem professor particular, nem professor da escol, apenas uma doce amiga disposta a ensinar matemática a ela. Se quisesse passar, teria que consegui-lo sozinha, na esperança de não só ser tão inteligente e capaz quanto seu pai pensava que ela era, mas de ser madura e esperta o suficiente pra aprender com o próprio erro.